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Cineclube Opiniões se engaja na campanha do Setembro Amarelo


Instituída pela Organização Mundial de Saúde, a data de 10 de setembro é considerada o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Uma prática que se torna cada vez mais comum, sendo impulsionada por variados fatores, em diferentes idades e classes sociais, em qualquer parte do mundo.

O tema é delicado. Divulgar notícias de suicídios, bem como detalhar os processos de sua realização pode incentivar novos casos. Porém, não discutir nem ampliar o debate em torno da questão seria uma atitude omissa.

Em 2017, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) foram realizados 1052 atendimentos no plantão psicológico e registradas 356 tentativas de suicídio. Com relação a este, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) a contabilização do número de tentativas notificadas chegou a 134. Os casos envolveram depressão grave, crises de ansiedade, comportamentos suicidas, automutilação, entre outros. Até o mês de agosto do ano passado 103 casos de suicídio foram registrados, número maior que os 78 de 2016.

O Cineclube Opiniões tem como papel proporcionar a democratização ao acesso de obras audiovisuais e se junta à campanha do Setembro Amarelo por saber que a arte, no nosso caso o cinema, tem como função produzir o diálogo, a reflexão e a mudança.
Dessa maneira, nossas sessões deste mês contarão com a presença de psicólogos, cuja função será abordar o tema suicídio, suas possíveis causas (quando é possível defini-las), consequências e formas de prevenção. Tudo isso partindo de cada filme exibido.



E a gente começa no dia 1/9 com o filme “As Vantagens de Ser Invisível”, que conta a história do rapaz Charlie, assombrado pelo suicídio recente de seu melhor amigo. A história aborda a fase adolescente, cheia de crises e sentimentos intensos, passeando pelos temas da homossexualidade, rejeição, drogas, depressão e dramas familiares.
Aguardamos vocês para participar das nossas sessões e bate-papo, às 19 horas, na Filmoteca Acreana.

O papel da arte
Para a psicóloga Andreia Vilas Boas, também coordenadora do Núcleo de Prevenção ao Suicídio, com sede no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, a arte, não apenas na prevenção de suicídio, mas na área da saúde mental como um todo, além de ser um importante recurso de comunicação, também é vista como uma estratégia fundamental de cuidado que vem possibilitando a ressignificação do lugar social da loucura a partir do novo modelo de tratamento proposto pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). “E quando falamos de estratégias de prevenção e de saúde mental, estamos falando de subjetividade, de diversidade, da importância de sabermos respeitar e conviver com as diferenças”, afirma a psicóloga. 

Ainda de acordo com a profissional “desta forma, a arte, em sua pluralidade, ao estimular a produção de novos olhares e de novos sentidos, acaba podendo se constituir como facilitadora e promotora de uma interação mais afetuosa, mais livre e rica, que dá voz a lembranças, vivências, emoções e sentimentos que nem sempre são fáceis de serem expressados, sendo necessárias outras formas de manifestações destes conteúdos”. Vilas Boas cita como exemplo desse estímulo as atividades do Centro de Convivência Arte de Ser, localizado no Parque Capitão Ciríaco e coordenado pelo psicólogo Fabiano Carvalho, que vem desenvolvendo um trabalho associado à arte, através da livre expressão que, além de potencializar a criatividade dos profissionais e usuários, também atua na perspectiva de um cuidado mais humanizado, em liberdade e que fortalece o protagonismo dos usuários com transtornos mentais.

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