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À Procura de Sugar Man


Vencedor do Oscar em 2013, o melhor documentário daquele ano relata a história de dois fãs que decidiram investigar a vida de um cantor muito conhecido na África do Sul. Sixto Rodríguez, que viveu nos Estados Unidos, em Detroit, sem obter grande reconhecimento pelo seu trabalho.

Seu primeiro disco – Cold Fact, com lançamento em 1970 – vendeu pouquíssimas cópias. “Supõe-se que alguém levou uma cópia desse disco para a África do Sul, na época do apartheid e todo mundo gostou tanto que ele se tornou uma febre, tão conhecido quanto Elvis Presley, quanto Beatles. Então, ele se tornou muito conhecido e se tornou o hino do apartheid [política racial implantada no país africano na qual os brancos detinham o poder político enquanto a maioria negra cabia obedecer às imposições da minoria]”, conta Priscila Cristina, membro do Cineclube Opiniões.


O filme reflete esse contexto histórico de uma forma bastante poética, em formato de documentário, narrando também o boato de que Sixto Rodríguez teria ateado fogo ao próprio corpo, durante uma apresentação, por nunca ter alcançado a fama. 


Com muitas mensagens, o documentário apresenta a loucura da indústria musical (busca por fama e dinheiro), o preconceito dos norte-americanos contra os imigrantes, principalmente os latinos (no caso de Rodríguez sua ascendência era mexicana) e o amor à música, a essência de quem a produz impulsionado por esse sentimento. 

A sessão de exibição acontece aos sábados, com início às 19 horas, na Filmoteca Acreana. Sempre com um debate no final.

Veja o trailer:

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