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Mar adentro e o direito de morrer


O que é viver com dignidade? Ser livre para ir e vir, caminhar, correr, dançar, rodopiar? E fazer tudo isso dentro da própria mente seria suficiente? O filme espanhol Mar Adentro (2004), do diretor Alejandro Amenábar, expõe de maneira serena e reflexiva a história de Ramón, um homem que sofre um acidente após saltar mar adentro.

Contra a Igreja, a sociedade e a própria família, o protagonista luta para deixar de viver. Tetraplégico por 28 anos, ele recorre à justiça de seu país para obter autorização para morrer, o que, juridicamente, chama-se eutanásia. Considerada suicídio assistido, no Brasil a prática é proibida.

Interpretado com maestria pelo espanhol Javier Bardem, o filme é tocante. Cenas como a que o personagem principal escreve com um pincel sustentado pela boca ou a da sua lembrança de quando sofreu o acidente podem gerar um mar de reflexões sobre a fragilidade humana e como estamos sujeitos a mudanças bruscas em nossa caminhada.

Quem pode determinar se uma pessoa deve ou não continuar a viver? Qual o limite do papel estatal na esfera da vontade de um indivíduo? A felicidade está na mobilidade corporal? Ao conhecer essa história, você poderá fazer essas perguntas e, talvez, formular sua resposta.

CONVIDADAS:
Andreia Cristina Vilas Boas
Psicóloga, coordenadora do Núcleo
de Prevenção ao Suicídio de Rio Branco.

Jorgenilce Alves
Neuropsicóloga

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