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O Cinema de David Lynch



Você já viu algum filme que em um certo ponto não entendeu nada, tudo parecia uma cena lúdica retirada de sonhos? Se já, provavelmente era um filme de David Lynch. 

O diretor é conhecido por explorar o surrealismo, o nonsense e o mundo dos sonhos em suas obras. Linearidade e sobriedade não são regras e seus personagens, de uma bizarrice peculiar, passam a impressão que vivem em uma linha tênue entre o real e o imaginário.

Lynch começou sua vida artística na Academia de Belas Artes da Pensilvânia nos anos 60. Desde as artes plásticas já se podia notar o desenvolvimento do seu estilo cinematográfico. Seus quadros eram grande e escuros, retratando temas perturbadores. 

Na própria Academia o interesse por cinema surgiu e David dirigiu alguns curtas metragens de animação seguindo o mesmo padrão de temas bizarros. No início dos anos 70, Lynch encabeçou Eraserhead (1977), filme consagrado como “cult” e que custou mais de 5 anos da vida do diretor. A partir de Eraserhead, Lynch é apadrinhado por Mel Brooks e convidado a dirigir O Homem Elefante (1980), película que contou com total liberdade criativa de David. O filme foi um sucesso e rendeu oito indicações ao Oscar, inclusive de melhor direção e melhor filmes.

A partir daí, David Lynch se consagra no mundo profissional do cinema e o seu estilo cinematográfico, já conhecido como estilo “lynchiano”, ganha um grande número de fãs. As posteriores realizações no mundo do cinema foram divididas entre um grande fracasso, com Dune de 1984, e o repentino sucesso do filme neo-noir Blue Velvelt (1986).

Em 1990, Lynch leva o inusitado para a TV e lança sua obra mais conhecida e aclamada: Twin Peaks. Usando de fundo a vida pacata americana - o famoso american way of life muito explorado em suas obras-, o diretor leva os telespectadores, acostumados com séries mais leves, ao surrealismo típico de suas películas cinematográficas. A série foi um sucesso de crítica e público e se consagrou como um dos clássicos da televisão norte-americana tendo seu sucesso perpetuado até hoje com a estreia de uma nova temporada lançada pela Netflix.

A vida de Twin Peaks se limitou ao sucesso da série de televisão original. Seu posterior prólogo Twin Peaks: Fire Walk with Me não rendeu o sucesso esperado e acabou no esquecimento. Seus outros projetos para televisão também não foram sucesso absoluto, mas Lynch compensou nos seus filmes que foram sempre bem recebidos pelos fãs (veja a filmografia do diretor no final). 

David Lynch também se revelou um grande músico e em parceria com Angelo Badalamenti ajudou a compro a trilha sonora de seus filmes. Aliás, a sonoplastia obscura das obras de Lynch é um dos elementos tão importantes na construção da sua atmosferae do seu estilo. O diretor e compositor também escreveu e produziu para Julee Cruise, em parceria com Badalamenti. Em 1990, lançou Blue Bob, disco inspirado no nascimento do rock e que é composto por sons de eletricidade e máquinas.

Com uma legião de fãs do surrealismo e do seu estilo, David Lynch é um dos artistas mais complexos da atualidade. Suas obras recheadas de surrealismo, simbologia e um toque de violência crua consegue agradar tanto os críticos, que dissecam seus filmes em busca dos mais variados significados, quanto ao público, que saem da sala do cinema com um misto de perturbação e encanto.


Filmografia: 

Longas
2006 - Inland Empire (Império Dos Sonhos)
2001 - Mulholland Drive (Cidade Dos Sonhos)

1999 - The Straight Story (História Real)

1997 - Lost Highway (A Estrada Perdida)

1992 - Twin Peaks: Fire Walk with Me (Twin Peaks: Os Últimos Dias De Laura Palmer)

1990 - Wild at Heart (Coração Selvagem)

1986 - Blue Velvet (Veludo Azul)

1984 - Dune (Duna)

1980 - The Elephant Man (O Homem Elefante)


Televisão

1990 - Twin Peaks (Twin Peaks)



1993 - Hotel Room 

Séries Online
 2002 - Rabbits
2002 - Dumb Land 

Site
www.davidlynch.com

Por Indaiá Mattos

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