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Amores Urbanos, a nossa primeira sessão do ano

 Amores Urbanos é o primeiro longa-metragem de Vera Egito e de todos os envolvidos no projeto, do elenco à equipe. Esse corporativismo, ou melhor, trabalho em grupo, deu o tom no set de filmagens e o clima de turma se estende à história de forma orgânica. Realizado em esquema de guerrilha, com orçamento enxuto, Amores Urbanos narra com bom humor as desventuras amorosas e profissionais de Julia (Maria Laura Nogueira), Diego (Thiago Pethit) e Mica (Renata Gaspar). Na casa dos 30 anos, a trinca vive em um mesmo prédio na capital paulista.
Você já deve ter visto o nome de Vera Egito nos créditos dos filmes de Heitor Dhalia, seu marido. Ela colaborou nos roteiros de À Deriva e Serra Pelada e foi assistente de direção em O Cheiro do Ralo. Vera também é curta-metragista renomada. Elo e Espalhadas pelo Ar foram selecionados para a Semana da Crítica no Festival de Cannes de 2009. Em entrevista à PREVIEW, ela conta que escreveu o roteiro de Amores Urbanos enquanto não conseguia captar os recursos para Rua Maria Antônia: A Incrível Batalha dos Estudantes, que deve rodar no fim do ano. “Estava angustiada porque queria fazer cinema. Escrevi Amores Urbanos pensando em juntar os amigos e suprir a necessidade de filmar”, diz. “No fim das filmagens, conseguimos captar para o Maria Antônia, pois a Globo Filmes entrou no projeto.”
 Amores Urbanos é uma obra intimista, de sutilezas. Os protagonistas são bem desenhados, tipos peculiares cujos conflitos vão da sexualidade ao âmbito familiar. A leveza predomina, porém não impede a cineasta de tocar em feridas profundas. “Quando você vai fazer um filme centrado no roteiro e sem apelo visual, os personagens precisam ser muito desenvolvidos”, explica. “Todo personagem, grande ou pequeno, precisa de um conflito a resolver, porque isso engaja o espectador, que acaba se identificando com alguém ali.”
São Paulo é personagem atuante na trama, a cidade que abraça e repele seus habitantes com a mesma intensidade. Vera descreve seu filme como “uma crônica de geração” e revela que muito do que se vê em cena é inspirado em casos reais. “Descobri que faço autoficção, o filme não é autobiográfico no sentido de ser a minha trajetória, mas é autoficção porque invento a partir de sentimentos próprios e de amigos”, afirma. “A primeira cena, em que a Julia descobre a verdade sobre o namorado, aconteceu com uma amiga minha, e o lance da menina que é gay e tem dificuldade de assumir socialmente é a junção da história de dois casais de amigas.”
Veja o trailer aqui 
 

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