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Cairo 678


A história de três mulheres, de diferentes idades e distintas classes sociais, que precisam lidar cotidianamente com o assedio e abuso sexual no Egito é o tema do filme “Cairo 678”, que será exibido na primeira sessão do ano de 2013 no cineclube Opiniões, neste sábado, a partir das 19h na Filmoteca Acreana.


O ônibus que dá título ao filme é uma linha precária e com vários passageiros, onde freqüentemente mulheres são assediadas. Fayza, uma das heroínas deste filmes, não mantém a passividade da maioria das mulheres diante dos abusos e constantemente é retirada do ônibus por ser uma mulher histérica e fazer muita confusão.


Fayza então ouve na televisão o anúncio de um curso de autodefesa feminina conduzido por Seba (Nelly Karim), uma senhora rica e culta que não escapou ao abuso. Sofrido numa comemoração da vitória da seleção egípcia de futebol, sem que o marido (Ahmed El Fishawy) pudesse defendê-la, a senhora tem que lidar com a falta de apoio do marido, que sente que  sua masculinidade foi ofendida.

A terceira protagonista desta história é a atendente de telemarketing Nelly (Nahed El Sebaï ), que foi vítima do ataque de um homem, testemunhado por sua mãe. As duas conseguiram imobilizá-lo e, junto ao noivo de Nelly, Omar (Omar El Saeed), levaram-no à delegacia, para uma inédita denúncia por assédio sexual. Lá, eles são desestimulados pelo próprio policial. Por querer levar adiante o processo, Nelly passa a ser pressionada pela família do noivo, depois pela sua própria, já que todos concordam que isso pode prejudicar seu futuro casamento.


          Do assédio verbal ao estupro, o filme insiste que esta prática não só é comum, mas também tolerada pelas autoridades locais e pela moral muçulmana. E, principalmente, que a culpa recai nas vitimas e não nos agressores. Apesar das diferenças culturais, essa é uma realidade que não se restringe ao Egito ou países mulçumanos. Segundo dados da ONU, uma em cada cinco mulheres em todo o mundo, se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida. Seba, Nelly e Fayza são exemplos quase didáticos destas estatísticas, constantemente assediadas durante o filme, elas representam todas essas mulheres.

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!

QUANDO: Dia 05 de Janeiro (Sábado)

ONDE: Filmoteca Acreana (Biblioteca Pública)

HORAS: 19h!

TRAILER:

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