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Exibição inaugural do CINECLUBE COCAR na sessão do CINECLUBE OPINIÕES

DIA MUNDIAL DA DIVERSIDADE CULTURAL PARA O DIÁLOGO E DESENVOLVIMENTO


Dia 21 de maio, vêm assinalar a aprovação da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural que ocorreu em 2001.

Esta declaração eleva a diversidade cultural à categoria de “patrimônio comum da humanidade”, “tão necessária para a humanidade como a biodiversidade biológica para os organismos vivos” e cuja defesa é um imperativo ético indissociável do respeito à dignidade individual.

A Declaração, acompanhada das linhas gerais de um plano de ação, pode tornar-se uma formidável ferramenta de desenvolvimento.

Estas linhas constituem-se em orientações gerais que os Estados Membros, em colaboração com o setor privado e a sociedade civil (que somos todos nós), devem traduzir em políticas inovadoras.

Portanto, para celebrar o dia 21 de maio (Sábado), às 19 horas, o Cineclube Opiniões tem a honrar em fazer a exibição inaugural do Cineclube Cocar, com o documentário “Assim me disse a Bíblia” de Daniel Karslake que conta a história de cinco famílias que passaram por maus bocados em função do fanatismo religioso e da interpretação literal do livro sagrado.

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!

ONDE: Filmoteca Acriana (Biblioteca Pública – Centro)

QUANDO: Dia 21 de maio (Sábado)

HORAS: 19 Horas!

QUANTO: O quanto você quiser!

TRAILER:




O que é o CINECLUBE COCAR?

Sérgio Carvalho


O Cineclube COCAR nasce com a missão de desafiar tabus e subverter o mito de que cinema gay seria sinônimo de cinema pornô e por isso cenas do cotidiano LGBT deveriam ser proibidas para menores. Com essa iniciativa, esperamos contribuir com o rompimento de preconceitos, revelando com naturalidade o “outro”, fugindo assim da visão deturpada e dos clichês que assolam o universo gay.

Através dos filmes do cineclube COCAR, vamos conhecer os sonhos, dramas e fantasias de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis e seus simpatizantes de diversos países.

Apesar dos muitos avanços refletidos nas lutas pelos direitos LGBTS: a recente aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da união estável de pessoas do mesmo sexo, o crescimento e consolidação das Paradas do Orgulho LGBT em todo o Brasil, inclusive no Acre - que no ano de 2010 chegou à marca de quase 100.000 participantes -,do avanço das discussões em toda a sociedade; do fortalecimento de grupos e entidades de gênero,entre outros, ainda não podemos celebrar um mundo melhor.

Com as recentes declarações do deputado Jair Bolsonaro, no programa CQC, de cunho radical, homofóbico e machista. Com os crimes contra homossexuais que crescem ano pós ano em todo o Brasil, aonde em média um homossexual é assassinado a cada dois dias - grande paradoxo, no país aonde se realiza a maior Parada do Orgulho LGBT é, também, o país aonde ocorre o maior número de crimes contra homossexuais -, no caso do Acre, os dados de violência, que estão sendo levantados pela Assossiação dos Homossexuais do Acre (AHAC), são preocupantes. Com o fundamentalismo religioso que escreve uma história de intolerância e que viola a legitimidade do Estado Brasileiro que é legalmente laico. Com os ataques contra homossexuais no começo do ano, na Avenida Paulista, em São Paulo, e com os crescentes movimentos neonazistas.

Com todos estes fatos assustadores, entre outros não citados, podemos afirmar que ainda vivemos em uma sociedade conservadora, intolerante e preconceituosa.

Todo esse contexto demonstra a importância e a necessidade de espaços em que a arte possa ser o veículo de reflexão para um mundo melhor. Sendo o cinema, com sua
capacidade de falar de temas sérios de forma lúdica e subjetiva, um instrumento de primeira importância no fortalecimento de debates sobre cidadania e Direitos Humanos.


O Cineclube Cocar, o Cinema e o Acre


Com sua proposta inovadora, o Cineclube Cocar fortalece uma rede de exibição alternativa já existente em Rio Branco, como o Cineclube Opiniões e Cinemacre que fomenta possibilidades de distribuição para filmes que normalmente não chegam às salas de cinema - dominadas pelo monopólio dos filmes norte-americanos, que gera uma ditadura de linguagens, ideologias e expressões cinematográficas.

Outro efeito da exibição de filmes independentes de diversificados gêneros e possibilidades estéticas é o fortalecimento da produção cultural local, contribuindo na quebra da “cegueira” cinematográfica, imposta pelo cinema dominante.

Ao oferecer filmes gratuitamente, com propostas de linguagens inovadoras de diferentes partes do mundo, o Cineclube Cocar fortalece a formação audiovisual regional, dialoga com o Movimento Cineclubista, que vêm ganhando espaço em Rio Branco, ultrapassa o interesse meramente temático, aumentando o repertório audiovisual dos realizadores e cinéfilos, com filmes referência do que há de mais contemporâneo em propostas cinematográficas. Fomenta, assim, novas visões, linguagens e possibilidades ao realizador local.

Através dos filmes exibidos, possibilita-se a reflexão e discussão a partir de realidades culturais e humanas tão diversas, ricas em variedades temáticas e criativas, que reflete questões existenciais humanas universais.

Com a criação do Cineclube Cocar, vamos preencher uma lacuna de atividades culturais voltada para o público LGBT, já que a maior parte das atividades concentra-se, exclusivamente, na Semana da Diversidade Sexual.

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